domingo, 26 de fevereiro de 2012

Lízel





Lízel


Olá... Por onde começo? Bem... Vamos lá... Eu sou Elizabeth Muller,todavia, a maioria das pessoas me conhecem por Lízel e eu gosto mais de Lízel.

Tenho dezesseis anos. Sempre fui estranha e desastrada, admito que sou uma pessoa difícil... Simplesmente acho que minha sintonia não é igual à de pessoas
normais... Simples assim.

Meg, Amy, Mary e VV são uma luz na minha vida, amigas seria uma
palavra pequena para descrevê-las. Elas me entendem e me aceitam – com alguns

beliscões de vez enquanto – e estão sempre dispostas a ajudar quando os
problemas surgem. São as melhores amigas que alguém poderia ter. Eu tenho um
probleminha quando o tema é “coração”, as meninas sempre querem me dar uma
forcinha nisso, mas eu não sou boa com relacionamentos amorosos, não mesmo. Meu
ultimo relacionamento há um ano, não foi digamos, legal, mas não quero falar
disso... Está claro que nós moramos num lugar deprimente. Este internato é uma
porcaria, mas pelo menos temos umas as outras e isso vale a pena.

Aqui estudam meninos e meninas, a maioria desprezados pelos pais...
As regras precisam ser seguidas ao pé da letra, muitos as burlam... Recebendo o

castigo depois, é claro, castigos nada agradáveis. Às vezes conseguimos fugir
deles, é uma coisa de louco.

Não conheço meus pais, ou melhor, recebo só cartas deles e as
respondo, isso conta?  Até os dez anos

fui criada por babás, a partir daí, como meu pai disse em uma de suas cartas ‘
eu me rebelei e minha rebeldia precisava ser domada’ e então me mandaram para cá.
Meus pais dizem que me amam, mas só andam pelo mundo cuidando de negócios e
nunca vieram me ver... Eles se divorciaram de mim, deve ser isso.

Eu tenho um segredo, nem as minhas amigas sabem, eu queria que elas
soubessem, mas para ser mais objetiva, o segredo não é meu e a pessoa dona dele

me fez prometer que guardaria e eu prometi. Por isso às vezes escapo na calada
da noite.

Bom, neste momento estou na masmorra – ou sala de castigo – sentada
no chão, no canto da parede e sentindo frio, aqui é escuro...

Joguei um prato de sopa dentro da mochila de uma colega de classe,
na aula de matemática, mas ela começou, rasgou três folhas do meu caderno. O

fato é que tivemos um briga e a culpa caiu toda em cima de mim. A Meg tentou me
defender e quase vinha junto comigo, tadinha e se a VV estivesse lá, a garota
não iria ganhar somente puxões de cabelo, tenho certeza. Em fim, depois de
ganhar uma bela sova – uns belos tapas – no corredor de pedra dada por Dona
Gioconda – uma das dirigentes responsáveis por manter a ordem entre as meninas,
ela é alta, cheia, carrancuda e amargurada, deve ter uns 42 anos. Sua cara de fúria
é medonha. – Então, taran! Aqui estou... Contudo, já me acostumei a isso. Mas...
Eu queria ir à festa – vai ser realizada às ocultas - que vão dar no quarto das
“Coelhinhas” amanhã, parece que chegou gente nova, coitados...

Minhas amigas e eu planejávamos ir, será que saio daqui a tempo?

VV


VV

Oi Bitch`s, sou a Vem Cá!Mentira, só minhas amigas me chamam assim

pra me zoar! Meu nome é Verônica Castelli, a maioria das pessoas me chamam de
VV.Meus pais são ums chatos, vivem oculpados e não tem tempo de tomar conta de
mim, neim sei porque quiseram ter uma filha, então me mandaram para esse
pensionato, onde conheci as melhores amigas do mundo.

Você diria q é normal, mas nós não somos normais!Eu e minhas

kenguinhas deixamos os nossos dirigentes doidinhos te tanto que nós apronta. Eu
cheguei aqui há uns cinco anos atrás, meus pais não agüentavam mais as minhas
brigas, advertências, expulsões e fugas das escolas.A minha rebeldia tornou-se
um fardo pra eles e como solução resolveram me colocar aqui, até parece que
resolveu alguma coisa. Continuo com o meu mesmo jeito.

Adoro festas e como toda menina: MENINOS! Claro que tem q ser

gatinho,né! Não sou chegada em estudar não, mas fazer o quê? Até agora to
indo.Tenho 16 anos e ainda num repeti de ano, aos trancos e barrancos mais to
levando.

Sou do tipo que se me ama, problema é seu e se me odeia entra na

fila. Hoje tenho as minhas amigas como minha família, apesar delas serem um
pouco diferente de mim, eu as amo e protejo sempre, nem que eu me ferre! Se for
preciso eu entro na briga e bato, num apanho de jeito nenhum. Tem umas
fulaninhas aqui q sabem como é, fiquei até de castigo mas eu meti a porrada.

As meninas são as minhas cúmplices nas escapadas noturnas e eu a

distração na hora q elas estão aprontando, sei finje muito bem, eu deveria entrar
pro grupo de teatro! Sou a mais velha da turma e dou até umas dicas pra eles
pegarem ums gatos mais elas dizem q eu sou muito tarada. Se Deus faz as
beldades e me dá olhos, é pra mim ver e a boca é pra assoviar e chamar de
´´gostoso!`` quando passa.

Chega to cansada, ontem eu rebolei até o chão no batidão de funk.

Bem, deixa eu ir q a Mary tá me esperando e eu ainda não encontrei minha
minisaia cor de rosa com limão.




Mary



Mary

Oi, meu nome é Marianny, mas pode me chamar de Mary. Tenho 16 anos e moro em um internato com as minhas amigas. O que dizer de mim? Eu sou uma menina decidida, confiante e sou capaz de tudo pelas pessoas que amo. Eu adoro uma boa bagunça, festa, curtir a vida enquanto posso!
Bom, vocês devem estar se perguntando o por quê que eu estou nesse lugar nada agradável... isso é simples: meus pais se separaram logo depois que eu nasci. Minha mãe era modelo e não ficava muito tempo em um lugar. Meu pai é um empresário super atarefado. Eles viviam brigando e nunca tinham tempo pra mim.
Acabei tendo que aprender a viver sozinha e a ser forte perante a vida. Mas não é todo mundo que sabe lidar com esse meu temperamento. Meu pai é uma dessas pessoas. E por não me entender, ele me colocou aqui. Onde eu conheci as meninas. E agora elas são a minha família.
Eu não vejo meu pai há muito tempo e a minha mãe sumiu depois da separação. Nunca mais mandou notícia, muito menos se importou em saber se eu estava viva.
Pra falar a verdade eu não me importo. Se eles não me quiseram, por que eu vou ligar pra eles?
Tá na hora de parar de falar de mim, pois tenho que encontrar a VV.
Até mais.

Amy


Amy
Olá
, meu nome é Amy e eu tenho 16 anos e ao contrario da maioria das 
pessoas que mal pode esperar para ficar cada vez mais velha eu gostaria 
de voltar para quando eu tinha uns 5 anos , era tudo tão legal , tão 
mais facil , e quando eu digo mais facil é bem mais facil mesmo, 
começando desde a escola a vida em si.  


Eu sou digamos que um pouquinho diferente, não sou do tipo que ama ficar

com meninos e tudo mais , eu sou do tipo que gosta de convidar minhas 

amigas para ver um bom filme de terror , mas não pense que eu sou santa 
pois se voce me convidar para algun lugar e eu ver um menino bonitinho é
claro que vou logo ir fazer amizade.



Bom minha histtoria de vida não é nada muito ruim porem não é a melhor 

historia do mundo , minha mãe é otima e meu pai tambem é , porem eles  

não me aceitam muito bem , acho que a roupa preta , as musicas estranhas
, e as atitudes diferentes não ajudam muito, Mas eu sou assim  , adoro 
rock , e amo usar roupas escuras , minhas atitudes as vezes são dignas 
de espanto , gosto de fazer coisas normias ,mas as vezes sair da rotina e
fazer coisas estranhas são legais.



Bom eu não sei o que seria de mim sem minhas amigas elas me entendem 

completamente , mesmo nos momentos mais estranhos , eu adoro ajuda-las 

eu não sou do tipo que ama brigar , mas meche com as minhas amigas que 
voce acorda sem dentes ok ?



Agora eu tenho que ir a Meg está me chamando , provavelmente perdeu alguma coisa de novo...

Meg


                  Meg


Oiie Pessoas!! Meu nome é Meggan Fischer, ou Meg como todos me chamam.
Tenho 16 anos e moro em um fim de mundo... Tá não é exatamente um "fim de mundo" crescem matos e algumas florzinhas lá... ainda... Tá, bem que minhas amigas dizem que tenho certos 'probleminhas' em exagerar nas coisas.
Digamos intão que a palavra certa é hmm... PRISÃO DOMICILIAR... apesar de nunca ter visto uma, as palavras soam bem... ou não?... olha eu exagerando de novo.
Minha mãe faleceu quando nasci, e meu pai me deu para meus avos , morei com eles até meus 5 anos, quando meu querido papai reapareceu e me trousse pra esse moquifo, hoje em dia só fico sabendo que ele veio aqui depois de dias, por que este lugar tem que ser pago e alguem tem que comprar roupas pra mim ... clarooo... ainda vejo meus avos uma ou duas vezes no ano.
 Mais tem uma coisa boa, fui  praticamente adotada por minha amigas, na verdade uma adoto a outra.
Simsim... se estão pensando que paresso ser o problema, 
as coisa só pioram quando estou com elas, sabe-se lá o que acontece comigo.
Tenho meu momento "mãe" as  vezes , mais é raramente, só quando estou 
 certa mesmo, é dificilmente as meninas me ouvirem nessas horas. 
 Adoro simplesmente irritar a cobra  da Anaconda – apelidinho carinhoso pra Gioconda -
ela é uma  velha que adora bater na gente,  ela faz marcação comigo e com as meninas, não sei porque, somos anjos *-*
Sou famosa em meu grupo por sempre, sempre mesmo me atrazar, de cinco dias de aula só em um chego na hora,... deve ser por isso que sempre esqueço alguma coisa...
 Tem uma coisa que sempre que minha avó vem aqui ela fala pras meninas " se tem algo muito importante que quer esconder de voce mesmo, de para Meg, porque depois nem ela vai saber onde colocou"... e eu tenho culpa de perder algumas coisinhas.
 E falando nisso alguem viu meu celular aquela "coisa" vive sumindo.
Bom... resumindo sou do tipo rockeira moderna, nunca abandono meu lapis de olho preto.
 Odeio ver minhas amigas em encrenca, apesar de sempre estar metida nestas supostas encrencas. Como por exemplo a que Lizel se meteu esses dias, isso me lembra que tenho que falar com as meninas para arrumarmos um geito de tirar ela das mãos da descabelada da Anaconda
 Dizem que meu olhar vale mais que mil palavra, não sei mesmo se é verdade,  nem sei mesmo se isso é bom ou ruim ,mais uso isso a meu favor, ja que só minhas amigas entendem.
Acho melhor eu ir indo, tenho aula hoje e  ainda e tenho que achar meu celula. E planejar o rapito da Lizel
É melhor perguntar pra Amy se ela viu ele por ai, antes que a VV ou a Mary descubram que sumi com ele de novo...Bye!!




Se adolescentes juntas já aprontam, imaginem cinco garotas piradas morando em um pensionato e desfrutando da amizade e carinho uma da outra, vivendo com seus lemas e dilemas... Mas essa a
vida não é?

O que fazer quando o mundo gira mais rápido ao seu redor? Quando as decisões a tomar parecem ser as mais difíceis possíveis?
Do futuro? Ninguém sabe... A única certeza que temos é que “Nossos rumos são incertos”, literalmente...